quarta-feira, 7 de abril de 2010

AS QUATRO NOBRES VERDADES




AS QUATRO NOBRES VERDADES





Isto foi ouvido por mim: Naquele tempo o Senhor permanecia em Baranasi, Isipatana, no Par-que das Gazelas. Então, na verdade, o Senhor se dirigiu aos monges constituídos num grupo de cinco: “ó monges, há dois extremos que não devem ser freqüentados por um recluso; há o apego ao divertimento mundano com referência ao prazer sensual, baixo, comum, pertencente ao homem inferior, ignóbil, associado à miséria; há o apego a auto-mortificação, (cheio de) sofrimento, ignóbil, associado à miséria. Ó monges, sem chegar a estes dois extremos, o caminho médio foi realizado pelo Caminhante produzindo despertar, produzindo Conhecimento, levando à Serenidade, especial conhecimento, correta iluminação, Nibbana.

E, ó monges, qual é aquele caminho médio que foi realizado pelo Caminhante, produzindo despertar, produzindo conhecimento, levando a serenidade, especial conhecimento, Nibbana? Este não é nenhum outro senão o Nobre Óctuplo Caminho, a saber: correta visão, correta intenção, correta palavra, correta ocupação, correta modo de vida, correto esforço, correta atenção, correta concentração. Este, ó monges, é o médio caminho realizado pelo Caminhante, produzindo despertar, produzindo conhecimento, levando à serenidade, especial conhecimento, correta iluminação, Nibbana.
Ó montes, o Perfeito estabeleceu em Isipatana, no Parque das Gazelas, perto de Benares, o reino supremo da Verdade, que ninguém poderá mudar, seja um asceta, um sacerdote, uma entidade invisível, um deus, um demônio, ou alguma pessoa de qualquer parte do mundo.
Este supremo reino da verdade consiste na proclamação, na exposição, no fundamento, na manifestação, na revelação, na explicação e na demonstração dos Quatro Nobres Princípios.
Quais são esses Quatro Nobres Princípios? São o Nobre Princípio de dukkha, o Nobre Princípio das causas de dukkha, o Nobre Principio da extinção de dukkha, o Nobre Princípio do Caminho que conduz à extinção de dukkha.
E o Sublime disse: Ó monges!, enquanto meu conhecimento e minha penetração a respeito de cada um desses nobres princípios não estavam totalmente claros, eu duvidei se havia ou não adquirido a completa penetração deste conhecimento, que não tem igual no céu, nem sobre a terra, nem há outro mais excelente entre todas as assembléias dos ascetas e dos sacerdotes, nem entre os deuses, nem entre os homens.
Porém, ó monges, quando minha inteligência e minha penetração acerca desses quatro princípios foram perfeitamente claras, então nasceu em mim a certeza de que eu havia adquirido a completa posse deste conhecimento, que não há sido superado nem no céu, nem na terra, não havendo outro mais excelente entre todas as assembléia de ascetas ou de sacerdotes, nem entre os homens. E eu proclamei como real este excelso conhecimento; conhecimento difícil de penetrar, de compreender, tranqüilizador, que só pode ser conquistado pelo raciocínio e pela observação, que só pode ser conquistado pela compreensão, conhecimento que é profundo e que só é acessível ao Sábio.

O mundo, sem dúvida, ama o prazer, está apegado a ele e se deixa seduzir por ele. Porém em verdade aqueles que vão, impulsionados pelo desejo, após os prazeres, que estão apegados a eles, que se deixam seduzir por eles, dificilmente poderão compreender a lei da causalidade. A eles lhes será impossível compreender a extinção de todas as formas do eu, a liberação de todos os aspectos da existência, o aniquilamento dos desejos, o desapego do desejo e chegar ao final, ao Nibbana.
Porém entre os homens há alguns, cujos olhos apenas se estão velados pelo pó, e estes homens claramente poderão compreender o que é verdadeiro.


O CONTEÚDO DO PRIMEIRO PRINCÍPIO

E agora, ó monges, qual é o Primeiro Princípio? É o Nobre princípio de Dukkha.
O nascimento é sofrimento; a velhice é sofrimento; a enfermidade é sofrimento; a morte é sofrimento; o lamento, a pena, a desconfiança é sofrimento. E isto é chamado sofrimento comum.
Não poder obter o que se deseja é sofrimento; a união com quem não se ama é sofrimento; a separação daquele que se ama é sofrimento. E isto é chamado sofrimento da mudança.
Os cinco aspectos da existência é sofrimento, a saber: a matéria é sofrimento; as sensações são sofrimento; as percepções são sofrimento; as consciências são sofrimento; as volições são sofrimento. E isto é chamado sofrimento produzido pelos cinco aspectos da existência.
E agora, ó monges, que é o nascimento?
O nascimento, a gestação, a concepção, a procriação, a manifestação dos cinco aspectos da existência dos egos humanos, qualquer que seja a classe social a que pertençam, o despertar dos sentidos, isto, ó monges, é o que se chama nascimento.
E agora, ó monges, que é a velhice?
Adiantar-se em anos, tornar-se triste, decadente, decrépito e enrugado, qualquer que seja a classe social a que pertença, a perda da força vital, o debilitamento dos sentidos, isto, ó monges, é a velhice.
E agora, ó monges, que é a morte?
O passar além de, o desaparecimento dos egos, qualquer que seja a classe social a que pertença, a separação, a desintegração, o apagar, a dissolução, o fim da existência, o desaparecimento dos aspectos da existência, a putrefação do corpo, isto, ó monges, é a morte.
E agora, ó monges, que é a angústia?
Cada vez, ó monges, que alguém sofre qualquer desventura, desgosto, turbação, aflição, desânimo, decadência, isto, ó monges, é a angústia.
E agora, ó monges, que é a lamentação?
Cada vez, ó monges, que se experimenta uma perda, que se padece uma desventura, que há gemido, compadecimento e uma monótona queixa a isto se chama lamentação.
E agora, ó monges, que é a pena?
Cada vez, ó monges, que há algo doloroso ou desagradável para o corpo e isto é percebido mediante o contato corporal como penoso e desagradável, isto, ó monges, é chamado pena.
E agora, ó monges, a que se chama aflição?
Cada vez, ó monges, que há algo penoso e desagradável para a mente e isto é sentido pelo contato mental como penoso e desagradável, a isto, ó monges, se lhe chama aflição.
E agora, ó monges, a que se chama desespero?
Cada vez, ó monges, que se sofre uma perda, devida a uma ou outra ansiedade, há desencorajamento, desconfiança, abatimento, quedando sem esperança, a isto, ó monges, se chama desespero.
E agora, ó monges, que é a dor causada por não poder conseguir o que se deseja?
Os homens sujeitos ao nascimento, ó monges, têm este desejo, que não estivessem sujeito ao nascimento, que nenhum novo nascimento tivessem por adiante. Porém isto não se pode conseguir só desejando-o, e ao não poder obter o que se deseja sobrevém a dor. Aos homens, ó monges, sujeitos à velhice, à enfermidade, à morte, à angústia, à lamentação, à pena, à aflição e à desesperação lhes vem este desejo: Oh se não estivéssemos nós sujeitos à velhice, à enfermidade, à morte, à angústia, à lamentação, à pena, à aflição e ao desespero. Porém a impossibilidade de conseguir isto é dukkha.
Em resumo, ó monges, quais são os cinco aspectos da existência? Eles são a existência material, a sensação, a percepção, a volição e a consciência.
Cada existência material, ó monges, seja ela nossa ou alheia, seja ela grosseira ou refinada, grande ou pequena, distante ou próxima pertence ao aspecto da existência material.
Cada sensação, ó monges, seja ela nossa ou alheia, seja ela grosseira ou refinada, grande ou pequena, distante ou próxima, pertence ao aspecto da sensação.
Cada percepção, ó monges, seja ela nossa ou alheia, seja ela grosseira ou refinada, grande ou pequena, distante ou próxima, pertence ao aspecto da percepção.
Cada volição, ó monges, seja ela nossa ou alheia, seja ela grosseira ou refinada, grande ou pe-quena, distante ou próxima, pertence ao aspecto da volição.
Cada consciência, ó monges, seja ela nossa ou alheia, seja ela grosseira ou refinada, grande ou pequena, distante ou próxima, pertence ao aspecto da consciência.
Portanto os cinco aspectos da existência são os seguintes: a existência material, a sensação, a percepção, a volição e a consciência.
Desta forma vemos que a crença na existência de um eu imutável é ilusória.
E agora, ó monges, que é o aspecto da existência material?
Este aspecto consiste nos quatro principais elementos materiais e nas propriedades do corpo que dependeu dos quatro principais elementos materiais.
E agora, ó monges, quais são os quatro principais elementos materiais?
Eles são o elemento sólido, o elemento líquido, o elemento calor, o elemento vibratório.
E agora, ó monges, que é o elemento sólido?
Há um elemento sólido que pertence a outros corpos.
E agora, ó monges, que é o elemento sólido que pertence a cada um de nossos corpos?
Quando cada um de nossos próprios corpos, singularizados, se apresenta rígido e sólido, como os cabelos, os pelos, as unhas, os dentes, a pele, os múscu1os, os tendões, os ossos, a medula, os rins, o coração, o fígado, o diafragma, o baço, os pulmões, o estômago, os intestinos, o abdômen, os excre-mentos e qualquer outra parte de nosso próprio corpo, singularizada, que se apresenta rígida e sólida, isto, ó monges, é o elemento sólido de nosso próprio corpo.
Tudo o que é sólido em nosso próprio corpo e tudo que de sólido fora do nosso corpo constitui o elemento sólido. Portanto se devia dizer, de acordo com a realidade e a verdadeira sabedoria, “isto não me pertence, isto não sou eu, isto não é um eu”.
E agora, ó monges, que é o elemento líquido?
Há um elemento líquido interno que pertence a cada um de nossos corpos e um elemento líquido externo que está fora de nosso corpo.
E agora, ó monges, que é o elemento líquido interno?
É o que se apresenta singularizado como líquido e aquoso em nosso corpo, como a bílis, a fleuma, o pus, o sangue, o suor, a linfa, as lágrimas, o soro, a saliva, o muco, o líquido sinovial, a urina e qualquer outro produto que se apresenta singularizado como líquido ou aquoso em nosso próprio corpo. Isto, ó monges, é o que se chama elemento líquido interno.
Cada elemento líquido interno e qualquer outro elemento líquido externo constitui o elemento líquido. Portanto se deveria pensar, de acordo com a realidade e a verdadeira sabedoria, “isto não me pertence, isto não sou eu, isto não é um eu”.
E agora, ó monges, que é o elemento calor?
Distingue-se o elemento calor interno e externo.
E agora, ó monges, que é o elemento calor interno?
Tudo o que se apresenta singularizado, quente, esquentado em nosso próprio corpo, como aquilo que origina o calor e o processo da combustão e por cuja virtude nos volvemos quentes e pelo que o que temos comido, bebido, mastigado e degustado é digerido, ou qualquer outra coisa singularizada que se apresenta quente, esquentada em nosso corpo, isto, ó monges, é chamado o elemento calor interno.
Agora, tudo quanto se acha em estado de calor interno e externo, a isto se chama calor. Portanto se deveria pensar, de acordo com a realidade e a verdadeira sabedoria, “isto não me pertence, isto não sou eu, isto não é um eu”.
E agora, ó monges, que é o elemento vibratório?
Há um elemento vibratório interno e outro externo. E agora, ó monges, que é o elemento vibratório interno?
Tudo aquilo que, em forma singularizada, se apresenta móvel e fugaz no nosso corpo, como os gases ascendentes e descendentes, os gases do estômago e dos intestinos, a inspiração e a expiração ou qualquer outra coisa singularizada que se apresenta móvel e fugaz em nosso corpo, isto, ó monges, se chama elemento vibratório interno. Tudo o que existe pois como elemento vibratório interno e externo, isto constitui o elemento vibratório. Portanto se deveria pensar, de acordo com a realidade e a verdadei-ra sabedoria, “isto não me pertence, isto não sou eu, isto não é um eu”.
Precisamente, ó monges, assim como se chama “casa” o espaço circunscrito e formado por travejamentos de cana, juncos e argila, do mesmo modo, ó monges, chamamos corpo ao espaço circunscrito e formado por ossos, tendões, músculos e pele.
Agora, ó monges, se vosso olho está são e se as formas exteriores caem debaixo do vosso campo visual e há uma correlativa combinação, neste caso se forma a correspondente consciência.
Portanto Eu afirmo, a formação da consciência obedece a certas causas e sem elas não há formação de consciência. Agora, qualquer que seja a causa pela qual possa depender a formação da consciência, de acordo com estas causas se estabelece a relativa formação da consciência.
Cada consciência cuja formação derive do olho e das formas é chamada consciência do olho.
Cada consciência cuja formação derive do ouvido e dos sons é chamada consciência do ouvido.
Cada consciência cuja formação derive do nariz e dos odores é chamada consciência do nariz.
Cada consciência cuja formação derive da língua e do gosto é chamada consciência da língua.
Cada consciência cuja formação derive do corpo e dos contatos corporais é chamada consciência do corpo.
Cada consciência cuja formação derive da mente e das idéias é chamada consciência mental.
Tudo o que é consciência material na consciência, e isto sucede a cada instante, pertence ao aspecto material da existência.
Tudo o que é sensação na consciência pertence ao aspecto da sensação.
Tudo o que é percepção na consciência pertence ao aspecto da percepção.
Tudo o que é volitivo na consciência pertence ao aspecto das volições.
Tudo o que é consciente nas diferentes ocasiões pertence ao aspecto da consciência.
Portanto, ó monges, é impossível explicar o traspasse desta existência a outra nova, ou o crescimento, a extensão e o desenvolvimento da consciência porque ela é dependente da existência material, dependente das sensações, dependente das percepções, dependente das volições. .
Todas as coisas, ó monges, são transitórias. O corpo é transitório, a sensação é transitória, a percepção é transitória, a volição é transitória e a consciência é transitória.
Porém de tudo o que é transitório origina uma dor. E naturalmente de tudo o que é transitório, penoso e sujeito à mutação ninguém pode afirmar “isto me pertence, isto sou eu, este é meu eu”.
Em qualquer parte, ó monges, e de qualquer coisa que pertença à existência material, de qualquer coisa que pertença à sensação, à percepção, à volição ou à consciência, seja nossa ou alheia, seja grosseira ou refinada, seja grande ou pequena, seja perto ou longe, deveria pensar-se dela segundo a realidade e com a verdadeira sabedoria, “isto não me pertence, isto não sou eu, isto não é meu eu”.
Quem, ó monges, experimenta prazer no corpo, experimenta prazer na sensação, experimenta prazer na percepção, experimenta prazer na volição, e experimenta prazer na dor não poderá alcançar a liberação da dor.
Isto eu vos digo, ó monges!
Como podeis rir? Como podeis deleitar-vos com as coisas terrenas?
Na verdade vós marchais nas trevas! Por acaso não haveis visto a um homem, a uma mulher de oitenta, noventa e ainda cem anos, decrépitos, encurvados, deprimidos, apoiando-se num bastão, cambaleando, ofegantes, detendo-se a cada passo, miseráveis, cuja juventude faz tempo desapareceu, sem dentes, com o cabelo embranquecido dependurado sobre as sobrancelhas quase desaparecidas e enrugadas? Então não se lhes ocorreu pensar, “eu também estou sujeito à velhice, sem que de algum modo possa evitá-lo”?
É que acaso não haveis visto nunca a homens e mulheres que, afetados por uma séria enfermidade, se debatem com dor, revolvendo-se em suas próprias defecações e se chegam a levantar-se se vêem obrigados a encostar-se novamente? Então não se lhes ocorreu nunca pensar ”eu também estou sujeito à enfermidade, sem que de algum modo possa evitá-lo”?
É que acaso não haveis visto nunca um cadáver de um, dois ou três dias, tumefacto, lívido, presa da corrupção? Então não se lhes ocorreu pensar, “eu também estou sujeito à morte, sem que de al-gum modo possa evitá-lo”?
Sem princípio nem fim é isto, ó monges, é Samsara.
Incompreensível e desconhecido é a origem dos eus, sepultados na cegueira, que vítimas dos desejos estão sempre sujeitos a novos nascimentos, e assim empurrados através de um período infinito de renascimentos.
Que pensais vós, o monges, que seja maior? Os rios de lágrimas que, chorando e compadecendo, haveis derramado no curso desse longo caminho, sempre correndo apressados em direção à novos nascimentos e novas mortes, apegados ao que não se deveria desejar, separados do que se deveria desejar, tudo isto, ou as águas dos quatro grandes oceanos?
Durante muito tempo haveis sofrido pela morte de uma mãe; durante muito tempo haveis sofrido pela morte de um pai; durante muito tempo haveis sofrido pela morte de um filho; durante muito tempo haveis sofrido pela morte de uma filha; durante muito tempo haveis sofrido pela morte de um irmão ou de uma irmã durante muito tempo haveis sofrido a perda de vossas riquezas; durante muito tempo os há afligido a enfermidade, e durante muito tempo haveis experimentado a morte de uma mãe, a morte de um pai, a morte de um filho, a morte de uma filha, a morte de um irmão ou de uma irmã, a perda das riquezas, a angústia das enfermidades; apegados a coisas não desejáveis, e separados das coisas desejáveis, haveis derramado mais lágrimas no curso desse largo caminho, alternando desde o nascimento até a morte, desde a morte até o nascimento, mais que todas as águas contidas nos quatro grandes oceanos.
Que pensais vós, ó monges, que seja maior? O sangue que por vossas decapitações há corrido sobre este largo caminho, enquanto vós fostes empurrados em direção a novos nascimentos e novas mortes, ou as águas dos quatro grandes oceanos?
Durante muito tempo, ó monges, condenados como assassinos, por causa de vossas decapitações haveis derramado em verdade maior quantidade de sangue que toda a água contida nos quatro oceanos.
Durante muito tempo, ó monges, detidos como ladrões, haveis em verdade por causa de vossas decapitações derramado maior quantidade de sangue que todas as águas dos quatro grandes oceanos.
Durante muito tempo, ó monges, por causa de vossos adultérios, haveis derramado maior quantidade de sangue que toda a água contida nos quatro grandes oceanos.
Porém como isto é possível? Sem princípio nem fim, ó monges, isto é Samsara. Incompreensível é o princípio dos eus, sepultados na cegueira, os que, presa dos desejos, se veem sempre obrigados a novos nascimentos e assim empurrados por um período de nascimentos.
E assim, ó monges, durante muito tempo haveis experimentado a dor, o tormento, a desventura e enchido totalmente as tumbas; em verdade, ó monges, há passado um tempo bastante longo para não ficardes insatisfeitos de qualquer existência; um tempo bastante longo para não vos desapegardes de qualquer dor; um tempo bastante longo para no pordes fim, para não vos liberardes de tudo isto.


O CONTEÚDO DO SEGUNDO PRINCÍPIO

E agora, ó monges, em que consiste o Nobre Princípio da Causa de Dukkha?
Consiste no desejo que origina novos nascimentos, está ligado à avidez do prazer que por aqui ou por ali acha sempre novos gozos.
Consiste no desejo sensual, no desejo pela existência individual no desejo de felicidade durante o tempo.
Porém, ó monges, de onde tem origem esse desejo? De onde ele arranca? Onde tem sua base? Onde se acham suas raízes?
O olho deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
O ouvido deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
O nariz deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
A língua deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua origem, nela tem uma base e nela acha suas raízes.
O corpo deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
A mente deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua origem, nela tem uma base e nela acha suas raízes.
Porém, ó monges, de onde tem origem esse desejo? De onde ele arranca? Onde tem sua base? Onde se achas suas raízes?
As formas deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem nelas sua origem, nelas tem uma base e nelas acham suas raízes.
As palavras deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem nelas sua origem, nelas tem uma base e nelas acham suas raízes.
Os odores deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem neles sua origem, neles tem uma base e neles acham suas raízes.
Os sabores deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem neles sua origem, neles tem uma base e neles acham suas raízes.
Os contatos corporais deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem neles sua origem, neles tem uma base e neles acham suas raízes.
As idéias deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem nelas sua origem, nelas tem uma base e nelas acham raízes.
E mais, ó monges, de onde tem origem esse desejo? De onde ele arranca? Onde tem sua base? Onde se acham suas raízes?
A consciência que nasce do contato do olho deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua origem, nela tem uma base e nela acha raízes.
A consciência que nasce do contato do ouvido deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua origem, nela tem uma base e nela acha raízes.
A consciência que nasce do contato do nariz deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua origem, nela tem uma base e nela acha raízes.
A consciência que nasce do contato da língua deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua origem, nela tem uma base e nela acha raízes.
A consciência que nasce do contato do corpo deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua origem, nela tem uma base e nela acha raízes.
A consciência que nasce do contato da mente deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua origem, nela tem uma base e nela acha raízes.
E mais, ó monges, de onde tem origem esse desejo? De onde ele arranca? Onde tem sua base? Onde se acham suas raízes?
O contato que nasce do olho deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
O contato que nasce do ouvido deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nele sua ori-gem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
O contato que nasce do nariz deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
O contato que nasce da língua deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua ori-gem, nela tem uma base e nela acha suas raízes.
O contato que nasce do corpo deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
O contato que nasce da mente deleita, atrai os homens, por isso esse desejo tem nela sua ori-gem, nele tem uma base e nela acha suas raízes.
As sensações que nascem do olho deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
As sensações que nascem do ouvido deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
As sensações que nascem do nariz deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
As sensações que nascem da língua deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem nela sua origem, nela tem uma base e nela acha suas raízes.
As sensações que nascem do corpo deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
As sensações que nascem do pensamento deleitam, atraem os homens, por isso esse desejo tem nele sua origem, nele tem uma base e nele acha suas raízes.
As percepções, as volições, o desejo, o pensamento e as reflexões que têm por objeto as formas, os sons, os odores, os gostos, os contatos do corpo e as idéias deleitam, atraem os homens, por isso esses desejos têm neles sua origem, neles têm uma base e neles acham suas raízes.
Assim, ó monges, um vê uma forma com o olho, cheira um odor com o nariz, prova um gosto com a língua, experimenta um contato com o corpo, percebe uma idéia com a mente, e se a forma, o som, o odor, o gosto, o contato corporal ou a idéia deleitam, atraem, ele é presa de um desejo;
e se a forma, o som, o odor, o gosto, o contato corporal ou a idéia aborrecem, repelem, ele é presa de uma aversão.
Qualquer que seja a sensação que o homem experimente, trate-se de uma sensação agradável, desagradável ou indiferente; o homem a aprova, o homem a acaricia, o homem se apega a ela ou dela tem aversão;
e enquanto a aprova, enquanto a acaricia, enquanto se apega a ela ou dela tem aversão nasce o desejo;
porém o desejo de sensação e o desejo que nasce da aversão quer dizer apego à existência;
e o apego da existência ocasiona o processo da existência; e do processo da existência depende o sucessivo nascimento;
e do nascimento se origina a velhice e a morte, a angústia a lamentação, a pena, a aflição e a de-sesperação;
e desde aí se origina todo um conjunto de dores.
Isto Eu vos digo, ó monges!
Esta é, ó monges, a chamada sagrada verdade da causa da dor.
O desejo de sensação, seja ela agradável, desagradável ou indiferente é o desejo de sensação, ou o desejo que nasce da aversão.
O desejo de percepção, seja ela agradável, desagradável ou indiferente é o desejo de percepção, ou o desejo que nasce da aversão.
O desejo de consciência, seja ela agradável, desagradável ou indiferente é o desejo de consciência, ou o desejo que nasce da aversão.
O desejo sensual, o desejo de existência individual e o desejo de felicidade no tempo é esse desejo.
Em verdade, impulsionados pelo desejo, atraídos pelo desejo movidos pelo desejo, só por vão desejo, os reis guerreiam contra os reis, os príncipes contra os príncipes, os sacerdotes contra os sacerdotes, os cidadãos contra os cidadãos; a mãe luta contra o filho, o filho luta contra a mãe; o pai luta contra o filho, o filho luta contra o pai; o irmão luta contra o irmão; o irmão luta contra a irmã, a irmã luta contra o irmão; o amigo luta contra o amigo.
Assim, presas da discórdia, pelejando e lutando, se lançam uns contra os outros com pedras, bastões e espadas. E assim se precipitam contra a morte, e assim se precipitam contra os golpes mortais.
Porém isso, ó monges, é a miséria do desejo, é a miséria levada pelo desejo, é a miséria mantida pelo desejo.
E além disso, ó monges, atraídos pelo desejo, movidos pelo desejo, só por vão desejo, muitos violam os contratos, subtraem aos demais seus haveres, roubam, defraudam e seduzem mulheres casadas. Então os reis, havendo feito deter a esses delinqüentes, os condenam a ser golpeados com o látego, com as vergas e os bastões; ou a que se lhes cortem as mãos, ou os pés, ou a ambas extremidades; ou a serem esquartejados pelos cães; ou a serem empalhados vivos; ou a serem decapitados. E assim eles se precipitam na morte, e assim eles se precipitam contra os golpes mortais. Porém isto, ó monges, é a miséria do desejo; é a causa visível da dor nascida pelo desejo, levada pelo desejo, mantida pelo desejo, sujeita pelo desejo.
E além disso, ó monges, impulsionados pelo desejo, atraídos pelo desejo, só por vão desejo, os homens marcham por um falso caminho, com ações, com palavras e com pensamentos, e indo pelo falso caminho, com ações, com palavras e com pensamentos, os homens vão à dissolução do corpo, e vão em direção à dor, ainda depois da morte; e vão em direção à ruína; e vão em direção ao desastre. Por isso, eu digo, ó monges, que nem no ar, nem na profundeza dos mares, nem nas cavernas das montanhas, nem em parte alguma do mundo será possível achar um lugar onde alguém possa se esconder e se libertar do resultado de suas más ações.
Porém isso, ó monges, é a miséria do desejo, que é a causa recôndita da dor, nascida do desejo, levada pelo desejo, derivada do desejo, mantida, pelo desejo, sujeita em absoluto pelo desejo.
Dia chegara, ó monges, em que o grande oceano secará, em que o grande oceano se desvanecerá e não existira mais.
Entretanto, ó monges, não terá nunca fim a dor para os homens sepultados na cegueira do desejo, e que por causa do desejo são precipitados no abismo sem fundo de uma série infinita de nascimentos.
Dia chegara, ó monges, em que a maior parte da terra será devorada pelo fogo e não existirá mais.
Entretanto, ó monges, não terá fim a dor para os homens sepultados na cegueira do desejo, e que por causa do desejo são precipitados no abismo sem fundo de uma série infinita de nascimentos.


CONTEÚDO DO TERCEIRO PRINCÍPIO

E agora, ó monges, que é o Sagrado Princípio da Extinção de Dukkha? É a completa extinção desse desejo, o abandono, a recusa desse desejo.
Assim, ó monges, liberados do desejo, liberados do desejo de existir, liberados do desejo de não-existir, não se regressa, não se volve a entrar no processo da existência.
É pela completa e total extinção desse desejo que é o apego à existência, e que é o apego à não-existência, que a existência finalmente cessa.
Cessando o apego à existência, e cessando o apego à não-existência, cessa também o processo da existência; mediante a cessação do processo da existência, cessa também a ação afirmativa ou carma; em virtude da cessação da ação afirmativa ou carma se suprime o nascimento; e não nascendo outra vez terminam a velhice, a morte, as angústias, as lamentações, a dor, a aflição e a desesperação.
Assim, pouco a pouco, tem lugar a cessação de todo esse acumulo de desejos.
Porém isto é a paz, isto é o mais sublime, é o fim de toda existência, o aniquilamento do desejo, o abandono do desejo, a extinção do desejo. Isto é Nibbana.
Pois, estimulados pela avidez, ó monges, irritados pela cólera, cegos pela ilusão, com a mente ofuscada, com a mente encadeada os homens reflexionam sobre a própria desventura e sobre a dos demais, e assim os homens padecem dores mentais e se afligem. De maneira que, se a avidez, a cólera e a ilusão forem arrancadas, os homens não reflexionarão mais sobre a própria desventura, nem sobre a desventura dos demais, e ao mesmo tempo sobre a própria desventura e sobre a desventura dos demais, e assim os homens não sofrerão a dor mental e a angustia.
Portanto, ó monges, o Nibbana é acessível também e ainda nesta vida, e não somente numa futura, o qual é lisonjeiro, atraente e acessível ao Sábio.
O Iluminado, cuja paz nada deste mundo poderá perturbar, é verdadeiramente puro, é livre de angústias, é livre de desejos, e atravessou o oceano desde o nascimento até a velhice. Ele em verdade se compenetra da causa das sensações, sua mente se acha iluminada. E para um sábio assim liberado, em cujo coração mora a paz, não faz falta nenhuma consideração sobre o que tenha feito, e para ele nada mais há que fazer.
Assim como a rocha de uma sólida montanha não cambaleia pela ação do forte vento, nem o som, nem o odor, nem o gosto, nem os contatos corporais, nem o desejável nem o indesejável, nada pode a semelhante Indivíduo ocasionar alguma mudança. Sua mente está firme, atenta e concentrada, desperta e iluminada, e ele conseguiu sua total liberdade.
Em verdade, ó monges, existe uma condição onde não existe nem sólido, nem líquido, nem calor, nem movimento, nem este mundo, nem outro mundo, nem Sol, nem Lua. A isto, ó monges, Eu o chamo nem surgimento, nem morte, nem ficar, nem ir, nem nascer, nem morrer. E nessa condição não se encontra nem substância, nem desenvolvimento, nem base. E nisto está o fim da dor.
Existe, ó monges, um não-nascido, um não-criado, um não-originado, um não-chegado, um não-formado. Se, ó monges, não houvesse um não-nascido, um não-criado, um não-originado, um não-chegado, um não-formado, não seria possível sair do mundo do nascido, do criado, do originado, do chegado, do formado.
Porém, ó monges, como existe um não-nascido, um não-criado, um não-originado, um não-chegado, um não-formado é possível sair do nascido, do criado, do originado, do chegado, do formado.
O Nibbana é a completa cessação da sede; é desistir, renunciar, emancipar-se e desapegar-se de-la.
E é acalmar todos os aspectos da existência, o afastamento das corrupções, a extinção da sede, o desapego, a cessação.
Ó monges, que é o Absoluto? É, ó monges, a extinção do desejo, a extinção do ódio, a extinção da ilusão.
Aqui não cabem os quatro elementos, nem o sólido, nem o líquido, nem o calor, nem o movi-mento; nem as noções de longitude e latitude, de sutil e baixo, de bem e de mal, de mente e de corpo, e não podem ser achado, nem este mundo, nem outro mundo, nem um devir, nem um partir, nem estar de pé, nem a morte, nem o nascimento, nem os objetos dos sentidos. Nibbana é Liberdade. A vida pura há sido vivida, e consumado o que se devia fazer, nada mais há a fazer.
A Pessoa que está assim dotada, está dotada também da sabedoria absoluta, porque o conhecimento da extinção total de Dukkha é a Nobre e Absoluta Sabedoria, a qual é a Realidade mesma, a qual é a Verdade mesma.
O Nibbana não é mesmo o resultado natural da extinção do desejo, porque o Nibbana não é re-sultado de nada. É o não-produzido, o não-condicionado. Há um Caminho que conduz à experiência do Nibbana, mas o Nibbana não é o resultado do Caminho. Não há um Eu que experimenta o Nibbana.
Neste corpo sensitivo de seis pés de altura Eu enuncio o mundo, o surgimento do mundo, a cessação do mundo e o Caminho que conduz à cessação do mundo.
Aquele que há experimentado o Nibbana é o mais feliz dos seres ó monges, o Nibbana é felicidade; sim, o Nibbana é felicidade.
Não há desgraça para quem terminou sua viagem, abandonou todo o cuidado, liberou-se em to-das as partes, de todos os apegos.
De quem se libertou é tão difícil a rota como a de um pássaro voando. Os próprios deuses O veneram. Pois ele rompeu todas as cadeias, e conheceu o Incriado.
Se isto tem origem no nascimento daquilo, teremos: as formação cármicas são condicionadas pela ignorância; a consciência é condicionada pelas formações cármicas; a psicofisiologia é condicionada pela consciência; as seis esferas sensitivas são condicionadas pela psicofisiologia; o choque sensorial é condicionado pelas seis esferas; a sensação é condicionada pelo choque sensorial; o apetite é condicionado pela sensação; a avidez é condicionada pelo apetite; o devir é condicionado pela avidez; o nascimento é condicionado pelo devir; o declínio, a morte, a pena, a tristeza, sofrimento, a queixa, o desespero são condicionados e têm como causa o nascimento. Tal é a formação de toda essa massa de angústia. Mas do desaparecimento completo da ignorância deriva o fim das formações cármicas; do fim das formações cármicas depende o fim da consciência; da supressão da consciência depende a supres-são da psicofisiologia; do desaparecimento da psicofisiologia depende o desaparecimento das seis esferas sensoriais; suprimidas as seis esferas, o choque sensorial desaparece; acabado o choque sensorial acaba a sensação; acabada a sensação, acaba o apetite; acabado o apetite, acaba a avidez; sem avidez não há devir; sem devir não há nascimento; sem nascimento, deixam de existir a velhice e a morte, a pena, a tristeza, o sofrimento, a queixa e o desespero. E assim produz a supressão de toda essa massa de angústia. A verdade da cessação tem, como característica, a paz. A sua função não é morrer; ela se manifesta pela ausência de sinal.


CONTEÚDO DO QUARTO PRINCÍPIO

E agora, ó monges, qual é o Sagrado Princípio do Caminho que conduz à extinção do sofrimento?
Entregar-se ao sensualismo, ao abjeto, ao usual, ao vulgar, ao ímpio, ao prejudicial, é o mesmo que entregar-se à auto-mortificação, ao doloroso, ao torturante. A ambos extremos o Perfeito há rechaçado, e há encontrado o termo médio que permite vê-los e conhecê-los, e que conduz à paz, e que conduz ao discernimento, à iluminação e à Extinção, e ao Nibbana.
O termo médio é o Óctuplo Caminho, o Caminho de oito partes interligadas, o caminho que conduz à extinção do sofrimento.
E quais são, ó monges, as Oito Partes do Caminho?
A Samma Ditthi, ou Reta Compreensão; a Samma Sankappa, ou Reto Pensamento; que pertencem ao aspecto da Sabedoria.
A Samma Vaca, ou Reta Palavra; a Samma Kammanta, ou Reta Ação; e a Samma Ajiva, ou Reto Viver; que pertenceu ao aspecto da ética.
A Samma Vayama, ou Reto Esforço; a Samma Satí, ou Reta Atenção; e a Samma Samadhi, ou Reta Concentração; que pertencem ao aspecto da Mente.
Este, ó monges, constitui o Caminho Médio que o Perfeito há descoberto, o que ao mesmo tempo faz ver e conhecer; conduz à paz, ao discernimento, a Iluminação e à Extinção do sofrimento, livre de lamentações, livre de penas, e guia sempre para a liberdade, e igual a este Caminho não há outro.
Se vós seguis este Caminho certamente encontraras o fim da dor.
E não busqueis auxílio em outra parte, pois cada um deve prover-se a si mesmo.
Escutai, ó monges, porque se há descoberto a imortalidade. Eu a descobri, Eu a ponho diante de vós. Como Eu a tenho descoberto, agi vós de tal forma que também a possais experimentar por si mesmo, pois o Perfeito só pode indicar o Caminho. Agi de tal forma que, em tempo relativamente breve, vê-la-eis, a Imortalidade, de frente, realizada e experimentada, ainda nesta vida, a ela, a meta suprema de suprema beatitude. Para alcançar este Marco, filhos de famílias ilustres abandonam suas casas a fim de levar uma vida sem teto e manifestam, realizam e conseguem a perfeição e a beatitude ainda em vida.
Livre da dor e da tortura é este Caminho, ó monges, livre de lamentos e sofrimento, é um Caminho Perfeito. Verdadeiramente como este não existe outro para a purificação dos seres e seguindo este caminho poreis fim ao sofrimento e a morte. Mas cada um tem que compreender e fazer por si próprio, pois apenas posso aponta-lo.
E qual é, ó monges, a Palavra Correta? Abster-se de mentir e de caluniar é a Palavra Correta, abster-se de levar e trazer conversas que causem desarmonia e discórdia é a Palavra Correta, abster-se de palavras pesadas, duras e ofensivas é a Palavra Correta, abster-se da tagarelice e das conversas frívolas é a Palavra Correta.
E qual é, ó monges, a Ação Correta? Abster-se de destruir os seres vivos é Ação Correta, abster-se de tomar para nós aquilo que não nos pertence é Ação Correta; abster-se de errôneo comportamento sexual como infidelidade, adultério, prostituição, abastardamento é Ação Correta; abster-se de tóxicos e bebidas alcoólicas que causam a destruição da inteligência é Ação Correta.
E qual é, o monges, o Meio de Vida Correto? Abster-se de profissões como caçador, pescador, abatedor é Ação Correta; abster-se do comércio de armas e de drogas é Ação Correta; abster-se de um Meio de Vida que não seja honesto, para o bem comum, não prejudicando nem explorando a comunidade.
E qual é, ó monges, o Esforço Correto? Há, ó monges, quatro grandes esforços: o esforço de eliminação, o esforço de domínio, o esforço de reprodução e o esforço de conservação.

O que é, o monges, o esforço de eliminação? Quando o monge consegue que na sua vontade não apareçam as coisas malsãs que não devem aparecer, e chamando em seu auxílio toda a energia sacode, incita e estimula sua mente; quando, ó monges, o monge vê uma forma com o olho, ouve um som com o ouvido, sente um odor com o nariz, prova um sabor com a língua, sente um contato com o corpo, percebe um objeto mental com a mente, e não se detém no aspecto dessas coisas, nem no todo nem em parte, mas as observa como são, e consegue em si mesmo observar os seus sentidos, e deste modo, observando os seus sentidos, consegue manipulá-los, e manipulando os sentidos experimenta um senti-mento de alegria em manipulá-los, isto é, ó monges, o que eu chamo de Esforço Correto de eliminação.
E agora, o monges, o Esforço Correto de domínio? Quando, ó monges, o monge desenvolve em si mesmo a vontade de dominar os maus estados mentais que surgiram em sua mente, e apelando para toda a sua energia sacode, incita e estimula sua mente, não permitindo que a avidez, a cólera invejosa e a ilusão se apresentem e lancem suas raízes, e suprime, aparta, destrói, obrigando a desaparecer estes estados mentais, isto, ó monges, é o Correto Esforço de domínio.
E agora, ó monges, o Esforço Correto de reprodução? Quando, o monges, o monge consegue em si mesmo engendrar as boas coisas mentais que não haviam aparecido, apelando para todas as suas forças, sacode, incita e estimula a sua mente fazendo produzir as partes constitutivas da Iluminação, o desapego, a extinção da avidez do desejo que conduz à liberação, e principalmente quando consegue produzir a Atenção, a Penetração, a Energia, a Alegria, a Tranqüilidade, a Concentração e a Equanimidade, isto e, é monges, o que se chama Esforço Correto de reprodução.
E agora, ó monges, o que se chama Esforço Correto de Conservação? Quando, ó monges, o monge consegue desenvolver em si mesmo estas coisas boas que levam à liberação e não permite que elas se enfraqueçam, mas trata de aperfeiçoá-las, isto é o Esforço Correto de conservação.
E qual é, ó monges, a Plena Atenção Correta? A atenção sobre o corpo, a atenção sobre as sensações, a atenção sobre os estados de consciência, a atenção sobre os objetos da mente, isto, ó monges, é a Plena Atenção Correta.
E qual é, ó monges, a Concentração Correta? É a mente unipolarizada, ó monges, a mente voltada para um só ponto.
E qual é, o monges, a Correta Compreensão? Compreender as Quatro Nobres Verdades, compreender as três características da existência, compreender as ações meritórias e sua raiz, compreender as ações demeritórias e sua raiz, isto, ó monges, é a Correta Compreensão.

Desprovido da Correta Compreensão, o homem comum é dominado pela ilusão da existência de um “eu”, pela dúvida, pelo apego aos rituais, pelo desejo sensual e pela raiva. E o livrar-se destas coisas ele em realidade não sabe. Não sabendo o que é digno de saber, e sabendo o que é indigno, não se liberta destes cinco grilhões. O Nobre Monge, entretanto, sabe o que é o sofrimento, sabe a origem do sofrimento, sabe a extinção do sofrimento e sabe o caminho de oito pontas que leva a extinção do sofrimento.
A três características da existência são a impermanência, a insatisfatoriedade de todas as coisas e a impessoalidade de todo o agregado de coisas que dão a ilusão de um “eu”. Assim como uma bolha de água é vazia e insubstancial, da mesma forma somos vazios e insubstanciais.
Meritórias são as ações em cuja raiz estão a renúncia, o desapego, a boa vontade, a benevolência e o amor. Demeritórias são as ações em cuja raiz estão a cobiça, o ódio, a ilusão, a avidez do desejo, a ignorância e o egoísmo. E isto temos ver, ó monges.
Meritórias são a generosidade, a moralidade, a meditação, a reverência, a gratidão, a respeito, o serviço, a transferência de mérito, a alegria com o sucesso dos outros, o ouvir a Doutrina, o expor a Doutrina, os corretos pontos de vista e a correta compreensão.
E o que é, ó monges, o Pensamento Correto? São os pensamentos fundados na renúncia e no desapego, na boa vontade, na benevolência e no amor, na bondade, na camaradagem e livres do ódio, da inveja, da cobiça, do egoísmo, da vaidade, da ilusão e da ignorância do que é.


Quando esta explanação acabou de ser dita nasceu no Venerável Kondanna o Olho, e ele exclamou: “Seja o que for que haja, qualquer natureza que nasça tem a qualidade de extinção”.
Quando a roda da Doutrina foi posta para rolar pelo Senhor, os devas do planeta proferiram a novidade: “Pelo Senhor, em Baranasi, Isipatana, no parque das gazelas, a insuperável Roda da Doutrina foi posta a rolar, a qual nunca foi posta a rolar por nenhum recluso ou brâmane, deva, mara ou por ninguém neste mundo”. Tendo ouvido esta notícia dos devas, os Catummaharajika proferiram a noticia, que foi ouvida pelos devas Tavatimsa, que proferiram a notícia, que foi ouvida também pelos Yama devas, que a proferiram, que foi ouvida pelos Tusitas devas, que a proferiram, que foi ouvida pelos Nimmanarati devas, que a proferiam, que foi ouvida sucessivamente pelos Paranimmitavasavatti devas, pelos Brahmaparisajja devas, pelos Brahmapurohita devas, pelos Mahabrahma devas, pelos Parittabha, pelos Appamanabha devas, pelos Abhassara devas, pelos Parittasubha devas, pelos Appainanasubha devas, pelos Subhakinhaka devas, pelos Vehapphala devas, pelos Aviha devas, pelos Atappa devas, pelos Sudassa devas, pelos Sudassi devas. Tendo ouvido a notícia dos Sudassi, devas os Akanitthaka devas proferiram:
“Pelo Senhor, em Baranasi, Isipatana, no parque das gazelas, a insuperável Roda da Doutrina foi posta a rolar, a qual nunca antes foi posta a rolar por nenhum recluso ou brâmane, deva, mara ou por ninguém neste mundo”. Então neste momento o rumor e alarido dos devas levantou o mundo dos deuses. E os dez mil universos estremeceram, sacudiram e ficaram abalados. Grandes luzes ilimitadas apareceram nos mundos dos deuses. Então o Senhor exclamou com alegria: “Na verdade meu querido Kondanna despertou no conhecimento”. E por esta razão Annakondana ganhou o nome de Venerável Kondanna.
(Pelo mérito dessa leitura, que todos os seres alcancem a Felicidade!).



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Tradução e estabelecimento do Texto do Sutta-Pitaka por R.Samuel a partir da seguinte bibliorafia:
1. CATUBHANAVARAPALI. Translation by Lionel Lokuliyaba. Colombo, Gunase- kera Trust, s/d. 179 p. (O Livro dos Quatro Recitais, ou: Grande livro das proteções).
2. NYANATILOKA, Bikku. El Buddjo. Trad. e into. de A.M.D. Buenos Aires, Via Lu-cis, 1944. 260 p.
3. ---------. The word of the Buddha. Compiled, translated and explained by. Kandy, Buddhist Publication society, 1968. 97 p.

domingo, 28 de março de 2010

A arte de viver com atenção (Continuação)







A arte de viver com atenção

(Continuação)


por


Thich Nhat Hanh




Na novela "O estrangeiro", o escritor francês André Camus ...
ele descreveu como alguém que vive como um homem morto.
Ele estava falando de um homem na prisão e estava prestes a ser condenado à morte,
porque ele havia matado outra pessoa. Mas, na prisão, ele praticou.
Ele não praticou budismo ou cristianismo.
Ele praticava estar acordado.
E sua Sangha, seu amigo para ajudá-lo na prática era uma pequena janela por cima da cabeça. Muito pequena.
E através dessa janela, via o céu azul. E por causa desse pedaço
de céu azul ele se tornou acordado.
Ele sabia que tinha apenas um ou 2 dias antes de morrer,
mas ele praticou esses 2 dias de vida de forma muito profunda.
Assim, sua sentença de morte era uma espécie de estímulo a ajudá-lo a acordar de uma longa morte.
E umas 2 horas antes da execução, ele recebeu a visita de um padre católico.
O padre queria salvar sua alma.
E o padre estava incitando-o a arrepender-se e coisas assim.
Mas ele não aceitou, porque ele se via como mais iluminação do que o padre.
Apesar de estar com o padre, viu que o padre não estava vivo como ele, então ele recusou o padre.
E ele pediu ao padre para ir para fora para que ele pudesse ser capaz de viver profundamente que a última hora.
E quando o padre saiu, ele disse ... Ele achava que a vida do sacerdote era como um homem de morte
em vida .....
E ele teve a oportunidade de viver a sua hora modificada profundamente acordado como um ser humano.
E que é o que Camus escreveu no seu livro.

Assim muitos de nós passamos o dia no esquecimento. Nós vivemos e ainda não temos a vida.
Nos perdemos no passado, nós nos preocupamos tanto com o futuro, temos medo dele.
Tornamo-nos em tantos projetos, estamos animado sobre o futuro.
Nós não temos capacidade de estar vivo no momento atual, onde tudo está.
E as pessoas que vivem como que vivem no esquecimento. E a vida não está disponível para eles.
E vivem como uma pessoa que carrega um corpo de morte no ombro
e maravilhas ao redor: ele já está morto, ela já é a morte.
Então o problema é acordar, de estar vivo novamente, para ressuscitar a nós mesmos.
E as técnicas da Ressurreição é voltar-se para a sua respiração:
respirar - Estou vivo -, expirando - Eu sorrio para mim mesmo.
Isso parece simples, mas esta é a prática mais importante,
porque muitos de nós não sabemos como é milagroso
estar vivo neste momento. E perdemos a terra pura,
perdemos o reino de Deus.


Tenho falado do momento presente.
Parece que aconselho as pessoas a não olhar para o passado e olhar para o futuro.
Se você não olhar para o passado, como você pode aprender com o passado?
Se você não planeja para o futuro,
Como você pode organizar os seus filhos e netos?
Mas o ensino é assim: o momento presente é feito do passado.
O passado ainda está vivo no momento presente.
Se você está consciente, se você está acordado, se você estiver atento,
Se você é capaz de tocar o momento, você também toca no passado,
devido ao fato de que o presente é feito do passado.
Portanto, há uma possibilidade de mudar o passado,
mesmo se nós não pensamos que podemos voltar ao passado para consertar as coisas lá.
Fizemos alguns erros no passado, podemos ter quebrado algumas coisas no passado,
e agora lamentamos e vivemos com o nossa culpa.
E muitas pessoas não têm paz, porque a culpa é tão intensa.
Mas, se aprender e dêescobrir o que o passado ainda está aqui,
no presente momento, vão saber uma maneira para cura.
Porque se inspirar e expirar e tornar-se consciente,
quando tocam no presente, eles tocam no passado,
e eles podem mudar o passado, alterando o presente.

Suponha que você disse uma coisa não muito agradável para a sua avó aos 20 anos,
e agora você se arrepende. O que você pode fazer para se livrar de sua culpa,
para ser gentil com a avó de novo? Olhe para o momento presente profundamente.
Olhe para si mesmo e você sabe que a avó ainda está viva em você,
você é apenas uma continuação da avó.
Então olhe profundamente em você e veja a avó sorrindo para você em si mesmo.
E com essa atenção, você acabou de dizer: "Me desculpe, vovó".
E então você vai vê-la sorrir para você e que a ferida será curada rapidamente.
Não há necessidade de viver com a sua angústia, a sua culpa. A culpa é um obstáculo para a prática.
E como você pode tocar o passado através do presente, porque não fazer a cura agora?
Quando você se senta firmemente, quando você está firmemente enraizado no momento presente,
você pode olhar para o passado.
Significa que você olha para o presente e vê os elementos que fizeram o presente.
Significa que você ao olhar para o passado, você pode aprender um monte de coisas.
Você não se perde no passado, nas memórias.
Você está olhando para o presente tão profundamente que você vê todos os elementos que compunham
o momento presente, e estes podem ser descritos como no passado.
Então você vive o momento presente - e ainda
você pode ver claramente o passado no presente momento.
E, portanto, não paciência.
Além disso, você aprende que o futuro será feito no momento presente.
O momento presente é a substância com que o futuro é feito.
E, portanto, a melhor maneira de tratar, cuidar do futuro é
para cuidar do momento presente. O que mais podemos fazer?

Olhe profundamente a natureza do momento presente. Cuide bem dele.
Transforme-o e você terá um belo futuro.
Portanto, a resposta é voltar para o momento presente e cuidar bem dele.
Se você cuidar bem do momento presente, não há nenhuma razão pela qual você precisa se preocupar com o futuro,
porque você sabe que o futuro será feito pelo presente.
Cuidar do presente de tal forma que os nossos filhos terão um futuro.
Essa é a prática.
E é por isso que a esperança é por vezes um obstáculo.
As pessoas podem esperar porque se sentem impotentes no momento presente.
Você acha que o momento atual é tão pesado, tão insuportável,
difícil de suportar - é por isso que investe no futuro com esperança.
Espero que amanhã será melhor, espero que as coisas depois de amanhã serao melhor.
E fico um pouco aliviado, porque investi no futuro.
É por isso que as religiões falam muito sobre o futuro, sobre a esperança.
Mas, à luz desta prática, a esperança pode ser um obstáculo.
Porque ao investir no futuro, você tem que gastar muita energia para esperar,
e não há muita energia para que você cuidar do presente.
Neste ensino, o reino de Deus, paz e felicidade,
o mundo da inteireza, só pode ser encontrado no momento presente.

Há reino de Deus no passado, o reino de Deus no futuro.
Temos que entrar em contato com ele agora e aqui.
E sem energia suficiente, não podemos ter um avanço.
Você pode não avançar para o reino de Deus, se você investir
suas energias para o futuro ou se você se perder no passado.
E, portanto, não traga esperança para tudo,
traga também a sua energia para o momento atual e obter um grande avanço.
E esta é a prática.
















sexta-feira, 5 de março de 2010

A Arte de Viver com Atenção




A Arte de Viver com Atenção

por


Thich Nhat Hanh

1. Hoje à noite eu darei instruções sobre respirar - isto é muito importante. Se você não sabe praticar respiração, então será difícil de seguir o retiro. O primeiro exercício para dentro - para fora, significa... inspirando – eu sei que eu estou inspirando - expirando - eu sei que eu estou expirando. Esta é uma prática muito importante. Quando inspirar, você sabe que inspira e não que expira. Você identifica inspirar como inspirar. E quando você expirar, você sabe que este é seu expirar. Só isso. Mas é uma prática muito importante.
Este é o primeiro exercício em respirar que o Buddha nos deu. Quando você pratica, como que algo maravilhoso acontece. Desde que nós só prestamos atenção a nosso inspirar e expirar, e os identificamos como inspirar e expirar, nós paramos o pensamento. E este já é um milagre, porque em nossa vida diária nós pensamos muito. E porque nós pensamos muito que nós não somos realmente nós mesmos. Nosso corpo pode estar aqui, mas nossa mente pode estar em outro lugar... no passado, no futuro, na China... Então, e quando você respira dentro e fora e se dá conta de seu inspirar e expirar, você pára o pensamento, e você começa a estar lá: onde seu corpo é. Nosso corpo e nossa mente são muito freqüentemente separadas um do outro. E no meio disso temos nossa respiração. E no momento quando nós seguramos nossa respiração em dentro e fora conscientemente: inspirando - eu acalmo meu corpo - respirando para fora - eu sorrio... nosso corpo e nossa mente se tornarão um só.
E se nós praticamos inspirando e expirando com alguma concentração nós atingimos o que nós chamamos de unicidade de corpo e mente... unicidade de corpo e mente: são reunificados sua mente e seu corpo. E você começa a estar lá, realmente você. E esta é o primeiro fruto de sua prática. E faz consciente da respiração, conscientemente estando atento de sua inspiração e expiração. Quando você não está lá, quando você realmente não é lá, você não pode ver as coisas muito clara e profundamente, você perde tudo, tudo parece a você não claro e vago.



Suponha que uma múmia esteja sentada lá. Só o corpo físico dela está lá, a mente dela está em outro lugar. Naquele momento, se você quer vir e obter um pouco de atenção de sua múmia, algum afeto, algum bem, você não terá sucesso porque ela realmente não está lá.
Você está muito fresco, muito bonito, amando muito, mas ela não está disponível. Embora ela se senta lá, ela não está disponível a você. E isso acontece muito freqüentemente... para seu papai também... Se o papai está respirando conscientemente, ele pode não sentir falta de você. Mas se você vem a ele muito fresco, sorrindo, você quer um pouco de atenção, você quer algum afeto, ele logo saberá disso imediatamente, porque ele realmente está lá.
E então para se fazer disponível para nosso amado, nós deveríamos estar lá. E nós estamos lá, inspirando e expirando... inspirando e expirando. E praticando como que durante uma vez, duas vezes... e começamos a estar vivos, a estar presentes. E isso é a prática de plena-atenção. Plena-atenção pretende estar atento, estar atento do e no qual você vai. Sua criança está vindo e ela quer um pouco de atenção, algum afeto - você sabe isso. Assim você sorri a ela, você pode abrir seus braços e pode abraçá-la. E a condição básica é que você está lá.
Inspirar e expirar assim são realmente ser lá e estar disponível. Disponível a quem? Disponível a seu amado. E também estar pronto para a vida do encontro, porque a vida só pode ser achada no momento presente. Deixe-nos pensar um pouco. O céu azul, o céu azul bonito - quando você pode adquirir um contato com o céu azul? No momento presente.
Para não perder o céu azul, você tem que voltar para o momento presente, porque é naquele momento que você pode adquirir um contato com o céu azul.
Os rios bonitos, as árvores bonitas, sua múmia, seu papai, eles estão todos no momento presente. E se você se volta para o momento presente que você os encontra. Tudo que é maravilhoso, tudo o que você quer encontrar está no momento presente. Então correr para o futuro, ou se perder no passado faz você perder ao vivo. Pois inspirando e expirando é voltar ao momento presente, onde você tem um compromisso com vida. Isso é por que o dentro e fora é tão importante: torna vida possível para você.
O que você está procurando - como felicidade, paz, alegria - tudo está no momento presente. A pura terra dos budas deve ser achada no momento presente. O reino do céu dos católicos, dos protestantes, também deve ser achado no momento presente.
Olhe para uma árvore - é uma coisa maravilhosa uma árvore. Uma árvore é muito bonita.
Uma árvore para mim é tão bonita quanto uma catedral, até mesmo mais bonito.
E há momentos em que eu me quedo diante de uma árvore com respeito profundo.
Eu olho a árvore e eu vejo o cosmo inteiro nisto. Eu vejo o sol na árvore. Você pode ver o sol na árvore? Sim, porque sem o sol não pode crescer nenhuma árvore. Eu vejo uma nuvem na árvore – você pode ver? Sem uma nuvem não pode haver nenhuma chuva, nenhuma árvore. Eu vejo a terra na árvore. Eu vejo tudo na árvore. Assim a árvore é onde todo o cosmo vem a ser. E o cosmo se diverte a mim em uma árvore. Então uma árvore para mim é uma catedral. E eu posso tomar refúgio na árvore, e eu posso ser nutrido pela árvore. A árvore pertence ao reino de Deus, a árvore pertence à pura terra. E eu só posso adquirir contato com a árvore se eu me voltar para o momento presente, porque a árvore só pode ser achada no momento presente. E isso é por que dentro e fora é tão importante.
Suponha que eu pratico assim: inspirando - eu estou atento de meus olhos -, expirando - eu sorrio a meus olhos. Este é voltar para o momento presente para descobrir coisas que
você tende a esquecer, como seus olhos. Meus olhos me fazem feliz. Meus olhos são condições para minha felicidade. Eu sei que sem meus olhos eu não posso estar contente.
Eu só preciso abrir meus olhos para ver o céu azul bonito, a terra bonita, o grito das crianças, todos os tipos de formas, todos os tipos de cores, porque eu tenho olhos.
Inspirando assim para voltar para o momento presente e adquirir contato com meus olhos, é uma prática básica para felicidade. E expirando - eu sorrio para meus olhos -. Eu sorrio a meus olhos porque eu estou contente de ter olhos. Eu só preciso abrir meus olhos para ver as árvores bonitas e assim por diante. Faça a respiração dentro e fora algumas vezes e se dê conta do fato de que nós temos olhos. Você pode gostar de tocar seus olhos se você desejar, respirando. Assim meus olhos pertencem ao reino de Deus, à pura terra. Meus olhos são condições para minha felicidade. Eu me volto para o momento presente para adquirir contato com meus olhos, de forma que possa estar contente. As árvores pertencem ao reino de Deus, à pura terra. Eu me volto ao momento presente para estar em contato com as árvores. E há milhões de coisas boas dentro de mim e ao redor de mim, isso é maravilhoso, que eu só posso adquirir em contato se eu me voltar ao momento presente. Você sabe algo... Há as pessoas que acreditam que podem entrar no reino de Deus ou na pura terra depois que eles morram. Eu não concordo com eles. Eu sei que você não tem que morrer para chegar ao reino de Deus. Na realidade você tem que estar vivo para fazer isso assim.
Você deveria estar vivo, e você deveria fazer uma respiração dentro e fora, e com um pé você faz um passo, e você entra agora mesmo no reino de Deus. E isto é possível com o primeiro exercício, inspirando e expirando, porque meus olhos pertencem ao reino de Deus,
as árvores pertencem ao reino de Deus, e muitas outras coisas são assim. Então, e se eu me dou conta, inspirando e expirando, eu só preciso um passo para entrar no reino do céu.
Com alguma prática, você desenvolve sua concentração e então, todo tempo que você quiser entrar no reino de céu, você pode fazer isso. Você vai ser acolhido, a porta é larga e aberta. Mas se você viver em esquecimento, você não pode fazer isso porque o esquecimento é o oposto da plena-atenção. Viver em esquecimento para se perder no passado, no futuro, ser possuído por raiva, ódio, medo, e então você não está pronto para entrar no reino de Deus. Para adquirir liberdade do esquecimento, você pratica inspirando e expirando em plena-atenção e se torna o resultado de sua prática. E, com plena-atenção, você adquire contato com tudo o que é maravilhoso, isso está refrescando, isso está curando o momento presente. Assim nos deixe convidá-lo com um som do sino vamos respirar juntos 3 vezes para nos desfrutar, desfrutar do reino onde nós nos achamos neste mesmo momento.
2. Agora nós passamos ao segundo exercício: flores novas. Inspirando - eu me vejo como uma flor -, expirando - eu sinto renovado. Humanos nascem como flores. Quando eu olhar para uma criança, eu a vejo, eu a vejo como uma flor, muito fresca, muito bonito. Olhar: nossos olhos são como flores. Nos sutras, os olhos do Buddha são o céu com flores de loto.
Nossos lábios podem ser uma flor bonita, especialmente quando nós sorrimos e sabemos sorrir. E esta é uma flor que você pode oferecer a qualquer hora a qualquer um. Há pouco inspirando e expirando e sorrindo você têm uma flor para abrir. E você sabe algo? Os olhos podem sorrir. Assim, quando você olha para alguém, e sorri com seus olhos, você oferece duas flores. E se você sorrir com sua boca, você oferece três flores. Suas mãos também são como flores. E com minhas mãos eu posso formar uma flor, uma flor de loto. E quando eu me curvar a alguém, eu digo algo assim: Uma flor para você, o futuro Buddha. E eu me curvo a ele ou para ela. Assim minhas mãos são flores, capazes de fazer as pessoas felizes.
E quando eu ofereço uma flor de loto àquela pessoa, eu ofereço outra flor com minha boca e duas outras flores com meus olhos. E nossos pés também podem ser bonitos como flores.
Nós nascemos como flores, mas se nós não sabemos levar ao cuidado de nossas flores,
nossas flores podem estar cansadas, pode apodrecer... E isso é por que nós deveríamos aprender a molhar nossa flor. Inspirando - eu me vejo como uma flor ... é uma prática que não é um desejo. Quando você respira profundamente, você faz toda cena em seu sorriso de corpo como uma flor. Você pode fazer seus olhos sorrir como uma flor, você pode fazer sua boca sorrir como uma flor. Você pode fazer suas mãos voar, sorrir como flores.
E você pode fazer seu corpo, seu sorriso de corpo inteiro como uma flor, fique fresco novamente, fique novamente por você novo, para sua própria felicidade e para a felicidade dos ao redor de nós. Se você não está fresco, se você é fechado, se você está irritado,
então as pessoas ao redor de você não podem estar contente. Então, praticante de uma flor novamente, respirando praticante - Eu me vejo como uma flor -, expirando - eu sinto fresco. O Buddha praticou refrescando-se. Então, e quando nós olhamos para ele que nós o vemos como uma flor. Ele é descrito como sentado em uma flor. Significa que em qualquer lugar ele se senta, ele se senta com paz, felicidade, frescor. Então, e se eles descrevem o Buddha como sentado em uma flor por causa disso - porque ele é uma flor, ele. Assim quando você se sentar em sua almofada, se sente de tal modo que você se torne uma flor.
E, de repente, sua almofada se torna uma flor de loto. E pratique do modo do Buddha: você deveria sentar-se em uma flor de loto e não em carvão ardente. Se você tem muitas preocupações, muita raiva em você, você não pode-se sentar em uma flor, você se senta em carvão ardente.Você não tem nenhuma paz. Assim que você se sente, você quer correr novamente. Então, o loto não está disponível. Para que o loto esteja disponível a você, quando se senta, você tem de ser de prática uma flor. Flor fresca: esse é o segundo exercício. E se você pratica como que 3 ou 4 vezes você fica fresco e você desfruta disso.
3. Agora nós tocamos ao terceiro exercício que é: montanha sólida. Nesta posição, na meia posição de loto ou em loto se posicione, você se acha bastante estável, sólido.
Se você sente agitado, não sólido, vulnerável, quebrável, então você prática isto para se pôr sólido novamente.





A solidez, a estabilidade do corpo ajudarão, provocarão a estabilidade da mente.
Então, e se sente em uma posição estável, e pratique a inspiração e expiração: você ficará mais estável em sua mente.
Inspirando - eu me vejo como uma montanha -, expirando - eu sinto sólido.
De vez em quando, uma emoção muito forte nos subjuga.
Aquela emoção pode ser raiva, ou desespero, ou medo.
E quando nós somos subjugados por uma emoção forte,
nós sentimos que nós somos muito vulneráveis, nós podemos morrer.
E aquele é um doce para crianças que não conhecem
como controlar as emoções, e sofrem tanto,
com coisas que não são nada, por isso exclua as emoções.
Algum dia eles sentem a emoção insuportável, eles vão cometer suicídio.
Isto é muito ruim. Porque nós somos mais que nossa emoção,
nós somos mais sólido que nós podemos pensar.
Então, o ser de prática sólido como uma montanha é muito útil.
Quando você olha para a árvore, durante uma tempestade, você vê que o topo da árvore não é sólido.
Você pode ver só esses ramos minúsculos e vários folhas no topo da árvore, balançando de um lado para outro debaixo do efeito do vento.
Você tem a impressão que a árvore é muito vulnerável, muito frágil.
Mas se você olha para baixo um pouco para ver os ramos grandes e o tronco da árvore,
se você vê que a árvore está firmemente arraigada no chão,
a impressão que a árvore é vulnerável desaparecerá.
Você verá aquela árvore é então muito mais sólida.
Nós, o corpo humano, a pessoa humana é igual também.
Nós temos emoções no topo, em algum lugar aqui. Mas nós temos o tronco abaixo aqui.
Nosso tronco está em algum lugar neste nível, um pouco do seu umbigo.
E com esta posição se sentando, se você traz sua atenção até este nível e prática
inspirando e expirando e segue o movimento de seu abdômen,
então você poderá superar suas emoções muito logo.
Porque você desceu o tronco da árvore que inspira, enquanto expirando -
Eu me vejo como uma montanha, eu caí sólido.
E se você pratica como este aqui de tempo, 2 vezes, 3 vezes, que suas emoções vão,
não o podem destruir mais.






Você sabe agora que você é mais que suas emoções.
Então este exercício é muito importante.
Nós deveríamos praticar isto diariamente de forma que quando nós enfrentamos uma emoção forte nós saberemos o que fazer para controlar nossas emoções. Nós não faremos coisas ruins em desespero.
Porque a pessoa humana às vezes tem que encontrar raiva
e ódio e dor e desespero.
E se a pessoa não sabe controlar este tipo de emoções,
ele ou ela sofrerá muito e ele ou ela podem morrer.
Então este exercício é muito importante.
E se você pratica dia e noite você economizará sua vida.
Nos deixe de praticar este exercício alguns vezes:
inspirando–eu me vejo como uma montanha -, expirando – eu me sinto sólido.
Tente se sentar de um modo sólido para praticar isto.

Você não tem que usar todas as palavras, você há pouco reteve a palavra “montanha”, para inspiração, para inalação, e “sólido”, para sua exalação: montanha... sólido.
E agora nós praticamos o próximo exercício que é refletindo na água.
Nos deixe visualizar um lago em um altiplano, entre montanhas.
A água em um lago é assim imóvel que reflete verdadeiramente o céu azul e as montanhas.
E se você olhar na água, você vê sua face não torcida porque a água está tranqüila, está imóvel.
Se você tirar uma foto do lago, você vê que a montanha e
o céu refletido nisto é a montanha e o céu acima.
Assim quando você praticar inspirando, você diz: inspirando – eu me vejo como uma água imóvel -
assim você se acalma pela respiração.
Sua respiração pode se tornar um instrumento maravilhoso para se acalmar.
E quando você faz a expiração para fora em um estado de calma e habilidade,
você reflete coisas como as coisas não vão mais me alterar.
Quando nós não estamos tranqüilos, nós torcemos as coisas, nós não podemos receber a mensagem das outras pessoas.
Você não pode receber a verdade dos outros seres.









Suponha a lua, a lua bonita no céu, quer se refletir em sua água,
na água de sua lagoa, mas a água em sua lagoa não está tranqüila.
Como a lua cheia pode se refletir em você?
Então, e não é a falta da lua - é a falta da água.
A lua refrescante do Buddha é passageira no céu de vacuidade extrema.
Se a lagoa da mente dos seres vivos ainda está,
a lua da beleza se refletirá nisto.
Isso é um poema velho que eu li quando era jovem.
Se você ainda for, então suas percepções estarão corretas,
e você entenderá que pessoas estão tentando falar-nos.
A lua, a montanha, os rios, as árvores - tudo está tentando contar-nos a verdade.
Mas a nossa mente ainda não é, que é por que não é capaz receber a verdade do cosmo.
E então nós deveríamos praticar inspirando e expirando
e nos acalmar para a verdadeira compreensão ser possível.
Sentar quietamente e inspirando e expirando é um modo maravilhoso para nos acalmar,
e ser.
Nós realmente não podemos estar entendendo se nós não nos acalmarmos.
Então o próximo exercício é espacial livre.
Inspirando – eu me vejo como espaço -, e expirando – eu me sinto livre.
Espaço é o símbolo de liberdade.
Se você não tiver espaço ao redor de você, você não pode mover-se.
Então, e se você quer estar feliz deve permitir-se ter ao redor e também dentro algum espaço.
Se você tem tantas preocupações, se você tem tantos projetos,
então há nenhum espaço em você para que você desfrute sua felicidade.
A lua refrescante do Buddha viaja no céu da vacuidade extrema.
O Buddha tem muito espaço dentro e fora de si. E então ele pode estar contente.
E esses de nós que têm mais espacial dentro e ao redor de si estão mais contentes que outras pessoas.
Então, e esta prática é trazer espaço em você e ao redor você.
Se você quiser seu amado para estar contente, lhe dê ao redor algum espaço e dentro dele.
Se você quiser estar contente, lhe dê algum espaço dentro e ao redor.
Quando você organiza flores - você deveria saber que -,
cada necessidade de flor deve ter algum espaço ao redor. Uma flor assim precisará de muito espaço.
Pelo menos para a flor radiar sua beleza e seu frescor.
Assim da próxima vez que você organizar flores, também não use muitas flores.
Você precisa só 2 ou 3 e você dá para cada flor muito espaço.
Seres humanos são como flores, eles são flores, e eles precisam que seja permitido espaço dentro e fora para estar contente.
Praticando assim e assim é que nos permite espaço dentro, espaço fora.
E também perceber que as pessoas ao redor de nós elas também precisam de espaço para estar contente.
E espaço aqui você pode não alugar.
Aqui em meu modo eu vi um sinal pela rua: “Espaço para alugar.”
Este espaço só pode ser obtido pela prática.
Você pratica para oferecer liberdade, oferecer vacuidade a si e para outros.
Se você tem tantos projetos, se você é o diretor de tantas companhias,
você não tem espaço. Como você pode estar contente?
Assim joga fora a maioria das coisas para ter espaço dentro de você e ao redor você.
Eu gostaria de lhe contar a história do Buddha e o camponês.
Um dia que o Buddha estava sentando-se com os monges dele, aproximadamente 30, na floresta, na madeira.
Eles terminaram há pouco o almoço, quando um fazendeiro veio - e perguntou para os monges:
“Você viu minhas vacas passando por aqui?”
O Buddha disse: “Que vacas?”
Ele disse: “Eu sou a pessoa proprietária da terra.
Eu tenho 12 vacas, elas fugiram. E, você sabe, eu tenho 2 acres de sesame plantados.
Este ano os insetos comeram todas as minhas colheitas. Eu penso que vou morrer.
Como eu posso sobreviver sem minhas vacas?”
E o Buddha disse: “O cavalheiro, nós não vimos suas vacas passando por aqui,
você deveria os procurar na outra direção.”
E então quando a pessoa foi ele se virou e olhou para os monges sorrindo e disse: “Você as pessoas afortunadas vocês não têm nenhuma vaca. Se vocês tivessem vacas, você sofreriam como ele.”
Assim se você tem muitas vacas dentro, tantos projetos, muitas preocupações, muita raiva, muito medo, muita pressão, os liberte, deixe que saiam as suas vacas.
Se você tem tantas vacas ao redor você, vacas que você pensa ser muito importante para sua felicidade, e elas se deixaram ir –isto é muito importante para sua liberdade,
para sua felicidade. Lhe ofereça espaço.



Eu gostaria de falar para as pessoas jovens que o Buddha não é um deus, ele é um ser humano como nós. E a palavra buddha significa a pessoa que está acordada.
Budd, o verbo sancript, pretende acordar, e buddha significa o que está acordado.
E se nós praticarmos o despertar, nós nos tornamos um Buddha.
E o Buddha pode ser ele ou ela.
O Buddha pode ser jovem, pode ser menos jovem e assim por diante.
Assim a substância da qual um Buddha é feito está despertando.
Se você está acordado, e então você tem a substância de um Buddha dentro de você,
e você está muito como um Buddha.
Quando você pratica inspirando e expirando, seu corpo e sua mente se tornam juntos,
se tornam um, e você está lá presente no momento presente, você é muito um Buddha.
Só um Buddha, um Buddha cheio é alguém que está acordado todo o dia.
Mas nós só ficamos de vez em quando acordados, isso é por que nós deveríamos praticar plena atenção que toma fôlego para estar mais acordado em nossa vida diária.
Eu falo sobre consciência, eu falo sobre esclarecimento,
porque esclarecimento e consciência que elas são da mesma substância.
E agora nós temos o palavra plena-atenção, que é o mesmo porque quando você estiver atento no qual vai, você está atento e você está iluminado.
Esclarecimento sempre é esclarecimento sobre algo.
Suponha que eu pratico: inspirando – eu estou atento que eu tenho olhos bons -,
expirando - eu sorrio a meus olhos. Isso é consciência.
Isso é plena-atenção de ter olhos bons, mas isso também é iluminação.
Porque se eu tenho olhos bons e se eu não conhecer isto, eu não sou nenhum iluminado.
Meios iluminados assim sendo a mesma coisa como estando atento.
E você pode adquirir esclarecimento todos os minutos. Aquele tipo de consciência.
Suponha que eu pratico assim: inspirando – eu sei que eu estou vivo.
É uma prática maravilhosa, é muito importante.
Muitos de nós não sabem que nós estamos vivos.
Isso é uma pena. E eles não sabem o que ser... que milagre é estar vivo.
Inspirando – eu sei que eu estou vivo... Esta é a prática mais maravilhosa.
Porque nós podemos viver como uma pessoa morta todo o dia, mas nós não sabemos.
No romance “O estrangeiro”, o escritor francês Andre Camus...
ele descreveu alguém vivendo como um homem morto.
Ele estava falando sobre um homem em prisão e era aproximadamente ser condenado a morte,
porque ele tinha matado outra pessoa. Mas em prisão praticou ele.
Ele não praticou Budismo ou cristianismo. Ele praticou o ser acordado.
E a sangha dele, o amigo dele para o ajudar na prática é uma pequena janela em cima da cabeça. Muito pequena.
E por aquela janela ele via o céu azul. E por causa daquele pedaço
de céu azul ele adquiriu iluminação, e ele ficou acordado.
Ele soube disso 2 dias antes de morreu,
mas ele praticou vivendo esses 2 dias de modo muito fundo.
Assim a pena de morte dele era um tipo de estímulos que o ajudou a acordar de uma morte longa.
E umas 2 horas antes da execução, ele recebeu uma visita de um padre de católico.
O padre quis salvar a alma dele.
E o padre estava lhe urgindo que se arrependesse e coisas como isso.
Mas ele não aceitou, porque ele se viu como mais iluminado que o padre.
Enquanto estando com o padre, ele viu que o padre não estava vivo como ele, assim ele recusou o padre. E ele urgiu para o padre que saísse para assim ele pudesse viver aquela última hora passada profundamente.
E quando o padre partiu, ele disse... Ele pensou que o padre vivia como um homem morto.
E ele teve a oportunidade de viver a última hora dele profundamente desperto como um ser humano.
E isso é o que Camus escreveu no romance dele “O Estrangeiro.”
Tantos de nós gastam nossos dias em esquecimento. Nós vivemos e ainda nós não fazemos.
Nós nos perdemos no passado, nós nos preocupamos com o futuro, nós temos medo disto.
Nós fazemos tantos projetos, nós somos entusiasmados sobre o futuro.
Nós não temos nenhuma capacidade de estarmos vivos no momento presente onde tudo é.
E as pessoas como que vivem aquela vida em esquecimento. E vida não está disponível para elas.
E elas vivem como uma pessoa que leva um corpo morto no ombro
e deseja saber ao redor: ele já está morto? ela já está morta?
Assim o problema é acordar, estar novamente vivo, para a ressurreição de nós mesmos.
E as técnicas de ressurreição é voltar para sua respiração:
Inspirando – eu estou vivo -, expirando – eu sorrio a mim.
Isto parece simples, mas esta é a prática mais importante,
porque muitos de nós não sabemos quão milagroso é
estar vivo neste momento presente. E nós soltamos a pura terra,
nós soltamos o reino de Deus.


Eu falei do momento presente.
Olhe como eu aconselho as pessoas para não olhar para trás, ao passado, e não esperar o futuro.
Se você não olha atrás para o passado, como você pode aprender do passado?
Se você não planeja o futuro,
como você pode organizar para seus filhos e netos?
Mas o ensinamento é assim: o momento presente é feito do passado.
O passado ainda está vivo no momento presente.
Se você está atento, se você está acordado, se você está atento,
se você puder tocar o momento presente, você também toca o passado,
por causa do mesmo fato de que o presente é feito do passado.
Assim há uma possibilidade para mudar o passado,
até mesmo se nós não pensamos que podemos voltar para o passado para consertar as coisas lá.
Nós cometemos alguns erros no passado, nós quebramos algumas coisas no passado,
e agora nós lamentamos e nós vivemos com nosso complexo de culpa.
E muitas pessoas não têm paz porque a sua culpa é muito intensa.
Mas se eles aprendem e descobrem que o passado ainda está lá,
no momento presente, eles saberão como sair disto.
Porque se eles inspiram e expiram e ficam atento,
quando eles tocarem o presente, eles tocam o passado,
e eles podem mudar o passado mudando o presente.
Suponha que você não disse 20 anos atrás algo muito agradável para sua vovó,
e agora sente pesar disto. O que pode fazer você para se libertar de sua culpa,
ser novamente amável para a vovó? Olhe profundamente para o momento presente.
Olhe para você e você saiba que a vovó ainda está viva em você,
você é só uma continuação da vovó.
Assim olhe profundamente em você e veja a vovó que sorri para você em você.
E com aquela plena-atenção, diga: “Eu sinto muito, vovó.”
E então você a vê sorrindo para você e a ferida será curada muito depressa.
Não há nenhuma necessidade para viver com sua angústia, sua culpa. Culpa é um obstáculo para a prática.
E como você pode tocar o passado pelo presente, por que não faz a cura agora mesmo?
Quando você se senta muito firmemente, quando você é fundamentado firmemente no momento presente,
você pode olhar atrás, para o passado.
O que significa olhar ao presente e vê os elementos que fizeram o presente.
O que significa olhar ao passado, você pode aprender muitas coisas.
Você não se perde no passado, nas recordações.
Você está olhando tão profundamente para o presente que você vê todos os elementos que compuseram
o momento presente, e estes podem ser descritos como o passado.
Assim você não vive só o momento presente - mas ainda
você pode ver o passado muito claramente no momento presente.
Também você aprende que o futuro será feito do momento presente.
O momento presente é a substância com que o futuro é feito.
Então, é o melhor modo para controlar, levar ao cuidado do futuro é
levar ao cuidado do momento presente. Que mais pode fazer você?
Olhe profundamente na natureza do momento presente. Tome bom cuidado disto.
Transforme e você terá um futuro bonito.
Assim a resposta tem volta para o momento presente e objeto bom ao cuidado disto.
Se você levar ao cuidado do momento presente, não há nenhuma razão por que você tem que preocupar sobre o futuro, porque você sabe que o futuro será feito pelo presente.
Leve ao cuidado do presente de tal um modo que nossas crianças terão um futuro.
Isso é a prática.
E isso é por que esperança às vezes é um obstáculo.
As pessoas podem esperar porque se sentem desamparados no momento presente.
Eles acham que o momento presente é tão pesado, tão insuportável,
difícil suportar - isso é por que eles investem no futuro com esperança.
Eu espero que amanhã será melhor, eu espero depois de amanhã as coisas serão melhores.
E eles adquirem um pouco alívio por causa de investir no futuro.
Por isso as religiões falam muito sobre o futuro, sobre esperança.
Mas, na luz desta prática, a esperança pode ser um obstáculo.
Porque (para) investindo no futuro, você tem que gastar muita energia por ter esperado,
e não há muita energia se você não tiver cuidado do presente.
Neste ensino, o reino de Deus, paz e felicidade,
o mundo da ipseidade só podem ser achado no momento presente.
Na há nenhum reino de Deus no passado, nenhum reino de Deus no futuro.
Nós temos que adquirir agora e aqui, em contato com isto.
E sem bastante energia, nós não podemos ter uma inovação.
Você não adquire inovação para o reino de Deus, se você investe
suas energias no futuro ou se você se perde no passado.
Então, e não esperar traz tudo,
também traz sua energia ao momento presente e adquire uma inovação.
E esta é a prática.


Gostaria de dizer aos jovens que o Buda não é um deus, ele é um ser humano como nós. E o buda palavra significa
a pessoa que está acordado.
Budd, o verbo sancript, significa acordar, e Buda significa aquele que está acordado.
E se fizer a prática do despertar, vamos-nos tornar um Buda.
E o Buda pode ser ele ou ela.
O Buda pode ser jovem, pode ser menos jovens e assim por diante.
Assim, a substância de que é feito um Buda está despertando.
Se você está acordado, e então você tem a substância de um Buda dentro de você,
e você está muito bem como um Buda.
Quando você pratica a respiração dentro e para fora, seu corpo e sua mente tornar-se juntos,
tornar-se um, e você está lá presente no momento presente, você é muito mais um Buda.
Somente um Buddha é alguém que está acordado durante todo o dia.
Mas ficamos acordados só de vez em quando, é por isso que devemos praticar a respiração Mente, a fim de ser
mais acordado em nossa vida diária.

Eu falo sobre a consciência, eu falo sobre a iluminação, esclarecimento e conscientização, porque eles são da mesma substância.
E agora temos a plena consciência da palavra, que é o mesmo porque quando você está consciente do que está acontecendo, você está ciente e você está iluminado.
A iluminação é sempre esclarecimento sobre algo.
Suponha que eu pratico: respirar - Estou consciente de que tenho bons olhos -,
expirando - Eu sorrio aos meus olhos. Isso é consciência.
Essa é a plena consciência de ter bons olhos, mas que também é iluminação.
Porque se eu tenho bons olhos e se eu não sei, eu não sou iluminado em tudo.
Assim sendo iluminado significa a mesma coisa que estar atento.
E você pode obter a iluminação a cada minuto. Esse tipo de consciência.
Suponha que eu pratico assom: espirar - eu sei que estou vivo.
É uma prática maravilhosa, é muito importante.
Muitos de nós não sabemos que estamos vivos.
Isso é uma pena. E eles não sabem o que é ... Que milagre é estar vivo.
Inspirando - Eu sei que estou vivo ... Esta é a prática mais maravilhosa.
Porque nós podemos viver como uma pessoa morta todos os dias, mas nós não sabemos.

CONTUAÇÃO EM

segunda-feira, 1 de março de 2010

curso

A Verdadeira Natureza de Mente pelo Sakya Geshe Tashi Namgyal

O conhecimento de que é possível para nós completamente livrar nossas mentes de todas as manchas ou corrupções - porque elas são meramente adventícios e não são parte de nossa natureza - é muito importante.
Como a verdadeira natureza de mente pode ser percebida? É percebida quando nós buscarmos isto. Quando buscamos ver a três de qualidades da mente, vacuidade, claridade e sua indivisibilidade, isto fica gradualmente claro para nós ou nossa percepção. A mente muito sutil sempre está presente em nós, seja qual for a atividade em que nós podemos estar envolvidos; é a mente que vai para a Iluminação.